O ato de tomar café é algo muito simbólico e, além de fazer bem para saúde, faz bem para alma. O cheiro que traz lembranças, o sabor que parece reconfortante e muitos outros sentidos e sentimentos que vêm à tona pelo simples hábito de tomar café.

Como e quando você aprendeu a tomar café, o que isso significa para você? Pode ser algo do seu cotidiano, mas geralmente está associado a alguma lembrança ou sentimento e seu inconsciente reage a isso. Para demonstrar, nesse papo vamos falar sobre os benefícios do café, para sua saúde e para sua alma. Então senta e fica à vontade.

OS BENEFÍCIOS DO CAFÉ NOSSO DE CADA DIA

O café traz muitos benefícios para a saúde e isso já é fato comprovado cientificamente, mas claro que sempre há ressalvas e deve-se evitar o consumo exagerado.

O Dr. Darcy Lima, autor do livro 101 Razões para tomar café, foi o pioneiro nos estudos dedicados à nossa bebida favorita. Outros pesquisadores e médicos, como os do Instituto do Coração de São Paulo (InCor), também se empenharam durante anos para compreender a complexidade e a real relevância do ingrediente para a saúde. Nessa série de estudos os pesquisadores descobriram, por exemplo, que o café possui em sua composição potássio, zinco, ferro, magnésio, diversos minerais, além de uma enorme quantidade de polifenóis antioxidantes, chamados ácidos clorogênicos – que também ajudam na perda de peso.

ALGUNS DOS BENEFÍCIOS DO CAFÉ PARA NOSSA SAÚDE SÃO:

  • Ajuda no rejuvenescimento, graças às suas substâncias antioxidantes.
  • Alivia o estresse: um estudo conseguiu comprovar que o café e sua cafeína ajudam a melhorar o humor e a aliviar o estresse.
  • Auxilia no processo de emagrecimento, por estimular e aumentar o desempenho em exercícios físicos, além de contribuir na liberação de ácidos graxos da gordura estocada no corpo, ou seja, a queima de gordura.
  • Estimula a digestão, estimulando o funcionamento dos intestinos e os reflexos do estômago e do reto, o que aumenta o movimento gastrointestinal.

A PSICOLOGIA DO CAFÉ

Todos os 5 sentidos nos ajudam a aprender e reter informações, sendo que as mais marcantes podem ficar em nosso inconsciente e se tornarem alguma fonte de estímulo. Logo, o olfato e o paladar são os cúmplices desse amor por café, o cheirinho que lembra tranquilidade de um café da manhã, o gosto que só o café da vó tem, aquela desculpa boa para ver os amigos e ficar batendo bato.

Essa relação entre o momento e o ato de tomar café nos faz criar uma associação, tanto que é uma questão cultural dos brasileiros, por exemplo se quer mostrar que é amigável, chamar a pessoa para tomar um café. E quando quer resolver algo, “venha, vamos tomar um café”. É bom ter atenção para não recusar um convite importante assim, afinal, em alguns lugares chega até ser falta de educação não topar o cafezinho (os mineiros que o digam!). Já pensou em fazer um happy hour diferente?

COMO VOCÊ APRENDEU A TOMAR CAFÉ?

Essa experiência é diferente para cada pessoa, pois cada um associa esse ato a alguma referência particular, mas uma coisa o café consegue tornar comum: o sentimento prazeroso e o bem-estar. Reunimos depoimentos de alguns assinantes do ClubeCafécontando suas histórias:

“Eu tomo café desde sempre, minha avó fazia todo dia e ainda enchia uma garrafinha térmica que meu avô carregava no bolso. No começo eu tomava com leite, com o tempo peguei gosto e comecei a beber café puro. Hoje o melhor café para mim é o mais amargo e encorpado possível, geralmente faço o de capsula.”   Danilo,33, empresário.

“Aprendi a tomar café com minhas tias, todo dia se reuniam de tarde para ficar conversando. Tomar café para mim era o momento de parar e relaxar, estar com quem eu gosto. Parar para tomar café é algo reconfortante, é o meu momento sagrado. Para mim o melhor café é o café coado”. Juliana, 32, comercial.

“Aprendi tomar café na faculdade, era por pura necessidade. Encontrava minhas amigas antes das aulas para tomar café e era sempre uma boa desculpa para a gente se encontrar. Hoje tomar café para mim significa conforto para começar o dia. O melhor café é aquele feito com cuidado, não é que nem esses industrializados e expressos feitos em massa, tem que ser feito com atenção, sem pressa, meu preferido é o passado na prensa francesa.” Marcele,32, jornalista.

Falar de café é ter bom papo e boas histórias para contar. Compartilha esse artigo nas redes sociais e aproveita para marcar com seus amigos de ir tomar aquele cafezinho.

Por Haroldo Monteiro